Em dia de forte aversão ao risco no exterior, o fechou ontem em leve alta de 0,16%, aos 150.700 pontos, com volume financeiro de R$ 25,3 bilhões, décimo pregão seguido de alta; já o dólar fechou em alta de 0,77%, a R$ 5,3989. Nas vésperas do Copom, mercado monitorava os dados de produção industrial, em queda de 0,4%, e os mercados no exterior.
Os índices futuros dos EUA operam em leve alta nesta quarta-feira (5), enquanto as empresas ligadas à em queda, devido à preocupação com a alta avaliação com o setor de tech. No mercado europeu, com quedas, assim como na Ásia, com exceção da China, depois de um PMI acima de 50 pontos. Na verdade, se observa é uma realização de lucros, depois de um ciclo vertical de fortes altas.
Dia de decisão do Copom e toda atenção aos movimentos do BCB no seu comunicado a justificar sua postura. Como dito em relatório, ontem, muitos apostam no início do ciclo de cortes em jan26, mas tal premissa não é certeza. Em verdade, a sintonia fina segue acontecendo, com a inadimplência em patamares recordes, assim como as recuperações judiciais. Como pano de fundo, uma completa irresponsabilidade na gestão pública, no errado diagnóstico de que “gasto é vida”, para o PT, nas suas inúmeras e, ao meu ver, errôneas, interpretações sobre gestão fiscal.
Por isso, os prêmios de risco cada vez mais elevados nos títulos NTNBs mais longos. Ou seja, o mercado vê problemas lá na frente se um ajuste pelo lado das despesas, mais ainda, na qualidade das despesas, não for perseguido. No mundo, os dados de PMI na Europa vieram em linha, assim como na Chian. Hoje temos os dados do ADP nos EUA, importantes para medirmos a dosagem de política monetária do Fed, em movimentos para cessar o corte de juro na reunião do FOMC de dezembro. Vamos monitorando.
