- Os principais índices formaram velas altistas após a recuperação dos ativos de risco, que reagiram à fraqueza observada no início da semana.
- A estratégia de compra nas quedas segue predominante, sustentada pela expectativa de novos cortes de juros globais.
- O S&P 500 manteve o suporte-chave entre 6.720 e 6.760 pontos, mirando agora a resistência em 6.850 e, acima dela, níveis mais elevados.
Após a recente fraqueza dos ativos de risco, o mercado apresentou ontem uma recuperação consistente, deixando os principais índices com formações gráficas de viés altista. Depois de um início hesitante, as bolsas globais voltaram a subir; o ultrapassou com folga a marca de US$ 100 mil, enquanto o , as moedas da Oceania e os pares do iene também acompanharam o movimento.
Nas primeiras horas desta quinta-feira, contudo, a continuidade do impulso ainda é limitada. A dúvida é se o cenário pode mudar com a abertura dos mercados norte-americanos.
Por que as ações permanecem sustentadas?
A ausência de catalisadores negativos de peso tem sido determinante. Vários fatores explicam o movimento de recuperação das bolsas e o apetite por risco que vem se mantendo há semanas. Em primeiro lugar, diversos mercados reagiram exatamente nas zonas de suporte técnico, o que reforçou o padrão recente de compra nas quedas.
Voltaremos a esse ponto ao analisar o gráfico do S&P 500, mas o fato é que o mercado segue dominado por investidores dispostos a aproveitar correções, em um ambiente sem gatilhos de baixa expressivos que alterem o sentimento predominante. Soma-se a isso a expectativa de novos cortes de juros por parte dos principais bancos centrais.
Embora as declarações de Jerome Powell, na coletiva do na semana passada, tenham levado a uma leve reprecificação altista das taxas nos EUA, a perspectiva de política monetária mais acomodatícia continua sustentando as bolsas. Além disso, a recente extensão da trégua comercial entre Estados Unidos e China manteve a demanda por ações ligadas à inteligência artificial, enquanto a temporada de balanços segue com resultados em geral positivos.
A recuperação de ontem veio após uma abertura fraca dos futuros americanos e das bolsas europeias, prolongando as perdas observadas no início da semana, quando o mercado havia feito uma pausa natural após forte rali, diante da falta de novos gatilhos. Muitos traders buscavam justificativas para as altas avaliações atuais, sem encontrá-las, mas também sem disposição para vender, como mostrou a retomada posterior.
Com a estratégia de compra nas quedas ainda predominante, os movimentos de correção seguem rasos, e a recuperação recente reforça esse padrão. Por isso, as leves quedas intradiárias observadas nesta quinta-feira nos índices europeus e futuros americanos podem novamente atrair compradores, especialmente após a formação de sinais altistas nos gráficos diários.
Análise Técnica do S&P 500 e possíveis pontos de trade

Do ponto de vista técnico, o S&P 500 reagiu exatamente onde precisava. No gráfico diário dos futuros, a faixa entre 6.722 e 6.765 pontos corresponde à região de rompimento anterior, que agora atua como suporte. Além disso, a média móvel exponencial de 210 dias também converge nessa área ,um ponto crucial para manter o viés de alta. A reação positiva de ontem indica que os compradores seguem no controle.
O próximo passo será confirmar a continuidade do movimento. Se o índice romper a resistência em 6.850 pontos, poderá testar novamente a máxima histórica em 6.953, possivelmente ainda nesta sessão. Acima desse nível, o próximo objetivo técnico é a extensão de Fibonacci de 161,8%, em 6.991 pontos, derivada da última correção relevante, entre fevereiro e abril.
Logo acima, o nível psicológico dos 7.000 pontos aparece como alvo natural nas próximas sessões. Por outro lado, caso o movimento vendedor retorne, o primeiro suporte importante está em 6.722 pontos, seguido pela linha de tendência de alta próxima de 6.665 pontos.
No cenário-base, porém, a expectativa predominante é que o mercado tente avançar novamente em direção às máximas históricas, mantendo o padrão de otimismo que tem caracterizado a temporada de resultados.
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