♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades
Na abertura de “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, FBC dá à luz “Gênesis (Parto)” (João Bosco e Aldir Blanc, 1977), fazendo a música renascer em canto falado posto sobre base percussiva que evoca um ponto de umbanda. No fecho do álbum, o rapper dispara “Tiro de misericórdia” (João Bosco e Aldir Blanc, 1977) – música-título do disco em que Bosco (mineiro como FBC) também apresentou “Gênesis (Parto)” – entre o rock hardcore e o samba seco.
“Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades” é um álbum de hip hop, como evidencia o canto de “Homo sacer” (FBC, Baka e Djonga), rap gravado com as adesões do mineiro Djonga e do DJ Cost, mas o rap de FBC está atravessado pelo rock hardcore em faixas como “Não vote em ninguém” (FBC, Baka e Flávio Soldati).
