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Juliana Linhares se firma com grande álbum que capta e enfrenta o estado de exaustão da humanidade no suor da lira

1 mês atrás

CRÍTICA DE ÁLBUM

Título: Até cansar o cansaço

Inspirada por vivências com o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro, durante residência artística na Cia Brasileira de Teatro, a artista aponta saídas para escapar da sina do cansaço ao longo das 11 faixas do álbum, sem perder o fio da meada. “Puxa pela mão / Chama pra dançar / Rasga pelo céu / Derretendo o chão / Faz tempo parar / E tudo flutuar”, vislumbra a artista no clima onírico de “Depois do breu” (Juliana Linhares e Rafael Barbosa), música introduzida pela doçura do toque da sanfona de Zé Hilton.

Tem tanto (re)buliço na nação musical nordestina que cai bem no álbum a lembrança inusitada de “O rabo do jumento” (Elino Julião, 2000), instante de leveza de repertório que toca em questões essenciais e profundas, mesmo que por vezes dilua o peso dos temas na vivacidade rítmica de um forró contemporâneo como “Mistério do óbvio” (Luiz Gabriel Lopes) em feat com Ney Matogrosso.

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