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Jornalismo periférico proporciona novas visões das periferias de São Paulo – Jornal da USP

7 meses atrás


Com o olhar apurado e sensível de um(a) morador(a) favelado(a) e/ou periférico(a), os(as) jornalistas destas iniciativas revelam que aquelas realidades não se resumem à violência, à pobreza e ao tráfico de drogas como historicamente foram retratadas.
— Jaqueline Lemos e Bruna Santos

A agência Periferia em Movimento foi fundada em 2009 como um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dos jovens jornalistas Aline Rodrigues, Sueli dos Reis Carneiro e Thiago Borges. Os estudantes perceberam que, ao olhar para os próprios bairros, “não os viam registrados nas mídias da melhor forma”, mencionando o papel da mídia tradicional na reprodução de estereótipos de locais e pessoas periféricas.

Segundo as pesquisadoras, o objetivo central da agência é ampliar o alcance do jornalismo para todas as esferas da população paulistana, fornecendo conteúdo jornalístico pautado em dar visibilidade “às histórias daqueles que estão na linha de frente na luta pela garantia de direitos em áreas como cultura, saúde, educação, mobilidade, moradia, preservação ambiental, renda e trabalho”.

A equipe da Periferia em Movimento também é diversa e inclusiva. Atualmente composta com 12 profissionais, a agência conta com três integrantes transgêneros, abrangendo homens, mulheres e pessoas não binárias, quatro pessoas brancas e oito negras. Os membros são das zonas sul, leste e norte de São Paulo.





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