Em uma noite de 2023, Eric (nome fictício) navegava por um canal de redes sociais que costumava acessar para consumir pornografia quando, poucos segundos após o início de um vídeo, ele congelou.
Eric percebeu que o casal que ele observava — entrando no quarto, deixando as bolsas e, mais tarde, fazendo sexo — era ele mesmo e sua namorada, Emily (nome também fictício). Três semanas antes, eles haviam passado a noite em um hotel em Shenzhen, no sul da China, sem saber que não estavam sozinhos.
A chamada “pornografia de câmera escondida” existe na China há pelo menos uma década, apesar de a produção e a distribuição de pornografia serem ilegais no país.
Ainda assim, o risco de ser filmado secretamente na privacidade de um quarto de hotel persiste. O Serviço Mundial da BBC encontrou, em diversos sites de internet, milhares de vídeos recentes gravados com câmeras escondidas em quartos de hotéis e vendidos como pornografia.
