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Em 'Equilibrivm', Anitta mostra sua melor versão, mas ainda se atrapala quando mira no exterior

2 meses atrás

Para além do gospel, fé e música costumam dar liga. Tim Maia teve sua fase “Racional”, Madonna levou a Cabala ao “Ray of Ligt”… e agora, Anitta trouxe sua espiritualidade para “Equilibrivm”, álbum lançado nesta quinta (6).

Ecoando suas referências espirituais, o disco apresenta elementos de sincretismo, reunindo influências de mantras, tradições indígenas e, sobretudo, do Candomblé, religião da artista.

Se hoje ela canta sobre orixás, não se trata exatamente de pioneirismo, mas da continuidade de uma trajetória já presente na música brasileira. Ritmos, cantos e temas ligados à umbanda e ao Candomblé estão na base de expressões como o samba, o maracatu e o próprio Carnaval — além de aparecerem em trabalhos de artistas como Clara Nunes, Os Tincoãs e, mais recentemente, nomes como MC Tha e Majur.

Essa é uma história extensa e não se esgota aqui. Ainda assim, é fundamental considerar esse contexto ao analisar “Equilibrivm”, evitando tratá-lo como uma obra isolada.

As imagens do projeto reforçam essa identidade, com referências visuais que dialogam com os elementos presentes nas músicas.

Isso não diminui o caráter do trabalho de Anitta, especialmente em um cenário marcado por episódios de intolerância religiosa no Brasil. Ao contrário, a visibilidade da artista amplia o alcance dessas referências, inclusive para o público internacional.

No álbum, o Candomblé se manifesta tanto nas letras quanto na sonoridade, com presença de atabaques e elementos simbólicos distribuídos ao longo das faixas.

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