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De onde vem a influência dos influenciadores digitais – Jornal da USP

7 meses atrás


Issaaf Karhawi explica como a legitimação do público, das marcas e da mídia constrói — e também distorce — o poder de influência nas redes

Fotomontagem que mostra ilustração de uma jovem falando num megafone ao mesmo tempo que olha em direção â câmera, enquanto silhuetas de máquinas fotográficas são vistas espoucando corações
Os influenciadores continuarão existindo, porque a lógica da influência é anterior às redes sociais – Foto: Gerd Altmann -Pixabay
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A professora Issaaf Karhawi, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e autora do livro De Blogueira a Influenciadora, estuda influência digital há mais de uma década e explica que o fenômeno começou quando as primeiras blogueiras de moda, ainda nos anos 2010, romperam a lógica tradicional da mídia e ocuparam espaços antes reservados a jornalistas. Isso evidenciou a chamada cultura da participação, em que qualquer pessoa pode produzir conteúdo e circular na mídia sem depender dos antigos gatekeepers.

Issaaf Karhawi – Foto: Linkedin

A partir de sua pesquisa com 52 blogueiras, Issaaf identificou etapas de profissionalização que continuam a estruturar o mercado de influência: anonimato, legitimação, institucionalização e atuação profissional. Entre todas, a fase da legitimação é central — primeiro pelo público, depois pelos pares, pela mídia e finalmente pelas marcas, que consolidam o influenciador como agente econômico relevante.

Impacto da influência

Sobre casos recentes de grande repercussão, como o vídeo-denúncia que envolveu Felca e Hytalo Santos, a pesquisadora afirma que a amplitude da influência revela tanto o potencial positivo das redes quanto seus riscos. Sem barreiras de entrada, o algoritmo dá visibilidade a diferentes conteúdos, para o bem e para o mal. Por isso, Issaaf destaca que é urgente discutir a regulamentação das plataformas, especialmente em temas como desinformação, discurso de ódio e impactos na saúde pública.

Para o futuro, ela acredita que os influenciadores continuarão existindo, porque a lógica da influência é anterior às redes sociais. O que muda são as plataformas — como o TikTok, que reorganiza práticas e define novas competências — e a necessidade crescente de regras claras para o trabalho e para a atuação profissional no ecossistema digital.


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Jornal da USP no Ar no ar veiculado pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 às 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edições às 14h, 15h, 16h40 e às 18h. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 às 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular. 



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