O Fed cede, o mercado segue em alta e o boom da IA continua, com a já representando 8% do S&P 500
Toda semana, a equipe de investimentos da Syz apresenta os principais eventos dos últimos sete dias em sete gráficos.
1. Corte de juros, fim do aperto e um discurso surpreendentemente firme
O Federal Reserve anunciou um corte de juros e o fim do seu programa de aperto quantitativo (QT). Apesar disso, os comentários firmes do presidente Jerome Powell levaram o mercado a reduzir drasticamente as apostas em um novo corte na reunião de dezembro. O resultado: altas nos rendimentos dos Treasuries, queda nas ações e fortalecimento do dólar.
O encerramento do QT pode aliviar as pressões de liquidez no curto prazo e reduzir tensões no mercado monetário. Nas próximas semanas, os investidores avaliarão como essa decisão, combinada ao tom cauteloso de Powell e aos novos indicadores de liquidez, afetará as expectativas de inflação.
Com a paralisação do governo americano interrompendo a divulgação de dados econômicos, autoridades e mercados permanecem em modo de espera. Powell enfatizou: “um novo corte em dezembro não está garantido – muito longe disso.”
Fonte: HolgerZ, Bloomberg
2. Este mercado de alta não é jovem… mas está longe de acabar
Não é um rali iniciante aprendendo a andar, nem um ciclo envelhecido perdendo fôlego. Estamos no meio do ciclo, o ponto em que o mercado costuma se tornar mais interessante.
Como diz o ditado: “Mercados de alta não morrem de velhice. Morrem de recessão ou de aperto monetário.”
Por enquanto, nenhum desses fatores parece à vista no horizonte de 2026.
Conclusão: o rali não acabou — ele apenas segue em ritmo mais maduro e confiante.
Fonte: Edward Jones
3. Valor de mercado da Nvidia já representa um recorde de 8% do S&P 500
A Nvidia continua quebrando recordes. Na semana passada, seu valor de mercado ultrapassou US$ 5 trilhões, o equivalente a cerca de 16% do PIB americano. A companhia agora responde por 8% do S&P 500, uma concentração inédita desde os anos 1970.
Para efeito de comparação, o valor de mercado da Nvidia já supera o PIB do Japão e da Índia, aproximando-se do tamanho da economia alemã.
Fonte: Global Markets, Goldman Sachs
4. Concentração das ações nos EUA chega a um nível quase sem precedentes
A Nvidia domina o S&P 500, com 8% de participação no valor total do índice — o maior peso individual desde os anos 1970. e aparecem logo atrás, com 6,5% e 6%, respectivamente.
Juntas, as dez maiores ações agora somam 40% do valor total do índice, o nível mais concentrado da história.

5. As gigantes da tecnologia confirmam: o ciclo de investimentos em IA continua forte
Os resultados mais recentes das “7 Magníficas” confirmam que os investimentos em inteligência artificial devem acelerar até 2026, sustentados por demanda estrutural e de longo prazo.
Longe de ser apenas um capítulo adicional, esse aumento de gastos é o principal motor do atual mercado de alta.
A grande questão agora é: o IPO da OpenAI marcará o topo do ciclo da IA ou impulsionará uma nova onda de valorização?

Fonte: WSJ
6. Participação do ouro nos ativos globais investíveis segue bem abaixo do pico dos anos 1980
Nos últimos dois anos, a fatia do ouro entre os ativos globais investíveis subiu de 4% para 6%, alcançando o maior nível desde 1986.
Para contextualizar, durante a bolha do ouro em 1980, essa participação chegou a 22%, antes de despencar para apenas 1% em 2000.

Fonte: Goldman Sachs, Charlie Bilello
7. A fórmula de sucesso da Walmart
Neste outono, a transformação da será estudada em Harvard como um case de reinvenção corporativa.
Em 2015, a empresa tomou uma decisão ousada e necessária: aumentou os salários de quase metade de seus funcionários por hora. À época, alta rotatividade, baixa moral e queda na satisfação dos clientes comprometiam o desempenho.
Os investidores reagiram mal inicialmente, derrubando a ação em 10%.
Desde então, os salários subiram 48%, impulsionando um time mais engajado, melhor experiência do cliente e uma valorização de 450% nas ações da Walmart.

Fonte: Charlie Bilello
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