Menu

Aqui jaz metas de inflação

10 meses atrás


É famoso um meme da ex-presidente Dilma Rousseff sobre as metas que não existem, mas que seriam dobradas. Muitos não se lembram – ou nem tem idade para lembrar – mas como a história no mercado financeiro sempre se repete, dez anos depois é hora de renovar a expressão – não como tragédia nem como farsa, mas com humor.

 

Tudo isso porque o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, decidiu abandonar a média flexível de meta de . Apenas cinco anos após criar esse modelo, ele afirmou, durante discurso no simpósio em , que o Fed voltará a perseguir a meta de flexível – portanto, sem a “média”.

 

É o que explica o analista sênior para os Estados Unidos do Rabobank, Philip Marey. Segundo ele, ao que tudo indica, o modelo adotado durante a pandemia da covid-19 foi um fracasso. Afinal, o que se seguiu foi a maior alta dos preços no país desde a década de 1980. Na época, Powell insistia que se tratava de uma “inflação transitória”.

 

Moral da história: o retorno ao modelo mais antigo, que havia sido abandonado por causa do “novo normal” criado pelo novo coronavírus, foi o jeito encontrado pelo Fed para acatar as ordens do presidente Donald Trump. Em outras palavras, arrumou-se a desculpa que precisava para cortar a dos EUA em setembro.

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve fazer algo parecido, em breve, para acolher uma queda na – apesar de o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ter escrito uma carta há cerca de um mês ao ministro Fernando Haddad (Fazenda) por ter descumprido a meta central de também pela nova regra – em vigor desde janeiro.

 

Assim, a estratégia orientadora nos mercados é a mentalidade de “voltar aos negócios como sempre”. Como se a necessidade de baixar os juros, tanto nos EUA quanto no Brasil, nada tivesse a ver com o fato de Trump taxar todo o mundo em 15%, na média. Afinal, é o dólar que precisa ficar mais fraco contra todas as demais moedas para equilibrar os “déficit gêmeos”.

 

O que vem por aí 

– nos EUA; inflação lá e aqui

 

A economia dos EUA cresceu 3% no segundo trimestre de 2025, na taxa anualizada. A confirmação desse número, divulgado no final de julho, será na quinta-feira (28), quando sai a segunda leitura dos dados do Produto Interno Bruto () norte-americano. 

 

No dia seguinte (29), sai o índice de preços de gastos com consumo (), tido como a leitura de inflação preferida do Fed. Agora que Powell abandonou a “média de inflação” e voltou à “meta flexível” qualquer alta anual do dado cheio para além de 2,6% não deve incomodar.

 

Antes, na terça-feira (25), no Brasil, tem a prévia de agosto da inflação oficial ao consumidor brasileiro. Apesar da alta acumulada de 5,30% em 12 meses estar bem acima da “meta contínua” de inflação de 3%, os números do devem calibrar as apostas quanto ao início do ciclo de cortes nos juros básicos.

 

O que rolou

– Bancos perdem quase R$ 50 bilhões em valor de mercado

 

, , ,  e  perderam, juntos, R$ 46,3 bilhões em valor de mercado na semana passada, conforme a Elos Ayta Consultoria. 

 

O movimento nas ações dos cinco maiores bancos brasileiros de capital aberto ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino lembrar que cabe à Corte chancelar no Brasil os efeitos sobre cidadãos brasileiros, residentes em território nacional, de leis e decisões estrangeiras. Ou seja, a legislação de outros países está abaixo da Constituição Federal e não tem status supralegal. 

 

Com isso, o sistema financeiro brasileiro sente o impacto da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Porém, como disse o economista André Perfeito, “se você acredita que Itaú, Bradesco, BTG etcetera e tal vão ser excluídos do sistema financeiro internacional, aí você tem outro dilema…”. 





Source link

Deixe uma resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *