♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Caymmi
Com produção musical de Iuri Rio Branco (baixo, bateria, guitarra, percussão e programação), o álbum “Caymmi” está imerso nas águas da latinidade. O som é contemporâneo, mas não focado na produção vigente no mercado latino da atualidade, focado no reggaeton. Alice Caymmi se joga no mar da latinidade vintage, como exemplificam o molho de salsa que tempera “Canção da partida” (1957) e o calypso que desloca a batida do samba “Maracangalha” (1956) para outra latitude.
Acima de qualquer rótulo ou gênero, “Dora” (1945) reitera a fartura vocal de Alice Caymmi, cantora que descende da linhagem nobre da tia Nana, intérprete que soube dar a devida dramaticidade ao samba-canção “Adeus” (1948), ambientado por Alice em atmosfera de trip-hop. Os agudos da cantora na abordagem abolerada da canção praieira “O bem do mar” (1954) também lembram que trata-se do disco de uma grande cantora.
