1. Amanhecemos nesta quarta-feira 29, meio atônitos com o ocorrido na cidade do Rio de Janeiro. Numa mega operação de guerra, as forças policiais ingressaram no Complexo do Alemão e suas várias favelas, o que resultou na morte de mais de 120 pessoas, 4 policiais. Foi a maior e mais letal operação já realizada nas comunidades do Rio de Janeiro.
2. Por isso, os debates seguem intensos, sob a temática do nó da “insegurança pública”, mantendo-se o discurso polarizado de sempre. Uns apontam que o governo federal se negou a dar suporte, pelas forças armadas, em três pedidos do governador Claudio de Castro pela adoção da GLO. Outros vão considerar esta operação muito mal planejada, mas não fazer nada seria a pior das opções.
3. O Comando Vermelho (CV) não está no seu canto sossegado. Pelo contrário. Seu objetivo é se infiltrar cada vez mais na sociedade organizada, no aparelho do Estado, atuando pesadamente na lavagem de dinheiro, na corrupção ao Estado, ao mundo empresarial e político. Muitos vão considerar também esta operação o mesmo que “enxugar gelo”. Pode ser. Sua eficácia é duvidosa, mas como disse, não fazer nada, signficaria capitular ao narcoestado.
4. Nos mercados, hoje é dia de reunião do Fed e o ponto mais importante é saber o que será dito por Jerome Powell, presidente da instituição, no seu comunicado, justificando. Quase certeza, teremos um corte nesta reunião, de 0,25 pp na taxa Fed Funds, a 3,75% – 4,00%, mesmo com o shutdown, na ausência de diversos indicadores, como o PIB. No entanto, o que leva o Fed a esta decisão são os diversos indicadores de mercado de trabalho mostrando perda de fôlego. Comenta-se que ele pode sinalizar, também, um novo corte em dezembro, mesmo com este apagão de dados.
5. Repercute, também, nos EUA o avanço das negociações de tarifa entre EUA e China, na Coreia do Sul nesta quinta-feira. Dois impasses preocupam, o debate sobre terras raras e sobre a fentanil.
Vamos monitorando.
Boa quarta-feira a todos!
